maldita seja
meu coração arde em função de um eterno ciúme infantil. seu bem está em toda mulher. toda mulher está com você. nada parece suficiente. nem a falta, nem a conquista. pela fome, pela saciedade, pela náusea do excesso, pela nostalgia do antes. começa tudo de novo.
maldita seja sua boca e maldita seja sua mão. maldito seja o seu violão. e maldita seja a língua com a qual você repete as mesmas palavras para todas as mulheres idiotas. maldita também a percepção cruel e inevitável de que seu bem está disperso, espalhado em todas as mulheres, e cada mulher é, ao mesmo tempo, um fragmento de você. e mesmo sabendo da futilidade de minhas queixas, mesmo conhecendo o ridículo de minha raiva, não consigo abandonar.
maldita seja eu e maldita seja a minha própria alma.




Ciumenta! Para de ser tão ciumenta!
isso me cura